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10 anos sem Vito Letizia

Vito Letizia é inesquecível. Ele era uma dessas pessoas que sem alarde ou grandes atos deixava sua marca. Vito procurou incessantemente, ao longo da sua vida, a compreensão das contradições que movem a história da humanidade, com o intuito de contribuir com o movimento anticapitalista e assim poder pensar em uma sociedade justa e solidária. Sempre foi um grande observador e um excelente ouvinte, que não queria ditar regras, mas sim aprender a se movimentar com os anseios e necessidades dos trabalhadores.

Nestes dez anos de sua morte, reunimos neste pequeno site depoimentos e artigos de ex-companheiros de militância, alunos e colegas, e seus textos de análise política e reflexão marxista.

Vito faz muita falta.

“O que deve ser feito com o passado eu não sei. Eu sei o que deve ser feito com o presente. Deve-se acabar com o poder que nos subjuga. Isso significa acertar as contas com o passado também…”

Vito Letizia (19/12/1937-8/7/2012)
Markus Sokol, Glauco Arbix e Paulo Skromov

A militância

Vito passou mais da metade de sua vida como militante em organizações da esquerda. No início dos anos 1970, ele foi um dos principais articuladores da unificação dos grupos trotskistas que deu origem à Organização Socialista Internacionalista (OSI), a impulsionadora da tendência estudantil Liberdade e Luta, famosa por ser a primeira a levantar a bandeira “Abaixo a ditadura”. Em entrevistas e artigos, Markus Sokol, Paulo Skromov, Glauco Arbix e Victor Leonardi falam desse processo todo e da atuação de Vito como dirigente da OSI.

Os alunos

Como professor da PUC, Vito passou a dar prioridade à reflexão sobre as ideias de fundo do marxismo e a estimular sua discussão entre alunos e interessados de outras faculdades. Daí surgiu o grupo de estudos que se apelidou Sociedade Marxista Buarquista, que seguiria em atividade por vários anos. Seus integrantes, como a economista Olívia Carolino e o historiador Danilo Nakamura, fazem um vídeo de homenagem e refletem sobre a influência do professor e amigo em suas vidas.

Integrantes da Sociedade Marxista Buarquista com Vito Letizia
Cida Duran e Renato Letizia Garcia, companheira e sobrinho de Vito Letizia

A família

Cida Duran, companheira de Vito Letizia, e seu sobrinho Renato Garcia Letizia, contam como era viver com ele e lembram histórias icônicas.

Primeiro boletim Correio Cemap, de julho de 1985

Memória como instrumento de ação

O conhecimento da história é essencial para a compreensão do mundo em que vivemos. Esse era um dos temas em que Vito Letizia mais insistia. Foi o que o levou a participar da criação do Centro de Estudos do Movimento Operário Mário Pedrosa (Cemap), do qual foi diretor, e, anos mais tarde, a estimular o grupo Interludium para que assumisse a responsabilidade por esse acervo da memória das lutas da esquerda e dos movimentos sociais no Brasil.

Da mesma forma, nos seus últimos anos, já doente, ele se dispôs a fazer uma série de entrevistas ao grupo Interludium, junção da Sociedade Marxista Buarquista com alguns ex-militantes da OSI, para sistematizar a base de seu pensamento. Nas entrevistas, que somam quase cem horas de gravação e têm como base um projeto de pesquisa preparado pelo filósofo e economista Emmanuel Nakamura, Vito partiu da gênese da Revolução Francesa de 1789 para explicar todo o processo histórico até chegar ao Brasil atual.

Encontro do grupo de Interludium em São Paulo, em outubro de 2011

Artigos e entrevistas


Linha do tempo

Imagens de Vito Letizia em várias épocas