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Montagem. Vito Letizia em 2008 e Paulo Arantes em 2016

Vito Letizia no ‘Seminário das Quartas’

Em 26 de outubro de 2011, Vito Letizia deu uma de suas últimas palestras públicas, como convidado do “Seminário das Quartas”. O encontro, organizado pelo filósofo Paulo Arantes, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP), teve como tema a crise do capitalismo. Publicamos aqui a transcrição da palestra e do debate que se seguiu.

Vito Letizia na revista "Caros Amigos"

Destruição da Amazônia financia o crescimento brasileiro

Em entrevista à revista “Caros Amigos”, Vito Letizia faz um balanço da crise mundial do capital, e em particular do lugar ocupado pelo Brasil e suas perspectivas.
“Há uma crise na zona do euro, uma crise de acúmulo de dívidas públicas, que já há algum tempo impede os países da zona do euro de ter um déficit público máximo de 3% do Produto Interno Bruto (PIB). Nem a Alemanha, que é o país mais forte, está cumprindo esse objetivo.”

Marcha contra Wall Street, em Nova York, em 29 de abril de 2010

A grande crise rastejante

A crise econômica atual, irrompida em 2008, embora tenha produzido no mundo maior destruição de capital e emprego do que a Grande Depressão, já está sendo considerada declinante ou encerrada pela maioria dos economistas. Os porta-vozes de mais de um governo, principalmente na área capitalista periférica, estão anunciando o “fim da crise” e alguns, como o Brasil, já estão falando até em “pós-crise”. Como é isso possível?

Mapa da América Latina com as bandeiras de cada país

Estamos apenas no início de uma grande crise mundial

Nesta entrevista à revista Caros Amigos, Vito Letizia põe em foco a América Latina. Com sua habitual lucidez, ele analisa o advento do “chavismo” (incluindo a proposta que se tornou conhecida como “socialismo do século 21”), e as perspectivas postas para as lutas travadas por trabalhadores urbanos e rurais, combinadas, na primeira década do século, com a emergência significativa das mobilizações dos povos originários. O Brasil, obviamente, merece um destaque especial, em particular no que se refere ao início de um balanço necessário sobre a trajetória do PT, da CUT e de importantes movimentos sociais, como o MST.

Revolta Taiping, retomada de Anqing em 1886

A pesada herança histórica da China moderna

Os romanos chamavam de Serica o desconhecido país de onde vinha a seda, intermediada pelos povos da Ásia Central e do Oriente Médio. Correspondia ao que hoje é a China do Norte, excluída a Mongólia. Ali, a partir de aproximadamente 1050 a.C., surgiram, no vale médio do rio Amarelo (Huang he), vários Estados que foram se estendendo para o sul, para o vale do rio Azul (Chang jiang, ou Yangzi). Esses Estados foram pela primeira vez unificados em 221 a.C. e, pouco depois (202 a.C.), o império passou a ser governado pela dinastia Han, que, com um pequeno interregno, durou até 196 d.C., ou seja, quase 400 anos. Daí o uso do nome “Han” para designar etnicamente os chineses.