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Marcha contra Wall Street, em Nova York, em 29 de abril de 2010

A grande crise rastejante

A crise econômica atual, irrompida em 2008, embora tenha produzido no mundo maior destruição de capital e emprego do que a Grande Depressão, já está sendo considerada declinante ou encerrada pela maioria dos economistas. Os porta-vozes de mais de um governo, principalmente na área capitalista periférica, estão anunciando o “fim da crise” e alguns, como o Brasil, já estão falando até em “pós-crise”. Como é isso possível?

Mapa da América Latina com as bandeiras de cada país

Estamos apenas no início de uma grande crise mundial

Nesta entrevista à revista Caros Amigos, Vito Letizia põe em foco a América Latina. Com sua habitual lucidez, ele analisa o advento do “chavismo” (incluindo a proposta que se tornou conhecida como “socialismo do século 21”), e as perspectivas postas para as lutas travadas por trabalhadores urbanos e rurais, combinadas, na primeira década do século, com a emergência significativa das mobilizações dos povos originários. O Brasil, obviamente, merece um destaque especial, em particular no que se refere ao início de um balanço necessário sobre a trajetória do PT, da CUT e de importantes movimentos sociais, como o MST.